Teus passos infantis eu sigo em meu fadário, vivendo aqui em teus braços, pensando em suavizar, na estrada do calvário, os Teus últimos passos!...Pequena Via e Santidade!

-Santa Terezinha-

quarta-feira, 6 de julho de 2011

"Vestido Celestial"





Caía a noite. Em sua celazinha cheia de sombra, S. Catarina de Sena pensava na festa que terminava. Via os estandartes agitados pelos jovens; via a multidão apinhada no campo sob o sol de verão, os palcos repletos de luxuosas damas.
Naquele momento começou o demônio a tentâ-la. "Também tu, Catarina, poderias estar com êles. Por que cortaste teus cabelos louros, por que trazes o cilício sôbre o teu corpo delicado,por que queres fazer-te religiosa
Olha êste vestido, não é mais lindo que o místico hábito claustral?" Na dúbia claridade da noite, a Santa julgou ver diante de si um jovem que lhe apresentava um rico vestido feito de pétalas de rosas. Enquanto Catarina estava como que suspensa, apareceu-lhe Maria Santíssima.Como o tentador, também ela trazia nos braços um esplêndido vestido bordado a ouro e pérolas, radiantes de pedras preciosas". Deves saber,minha filha, disse a Mãe de Jesus com voz dulcíssima que os vestidos tecidos por mim no coração de meu Filho, morto por ti, são mais preciosos que qualquer outro vestido trabalhado por outras mãos que náo as minhas"
Então Catarina, ardendo em desejo de possuí-lo e tremendo de humildade,inclinou a cabeça e a Virgem vestiu-a com a túnica celestial. O demônio apresenta-se às almas com seu vestido de rosas e prazeres carnais; Maria, ao contrârio, com seu vestido de pureza e santidade. Dai preferência a êste último; somente com ele podereis entrar no céu.

(Tesouro de Exemplos, pág. 177)

terça-feira, 5 de julho de 2011

"Missa com o Papa instruíndo os fiéis para que não batam palmas durante a celebração"


Reporto vos a instrução referida aos fiéis ante a Santa Missa presidida por sua Santidade o Papa Bento XVI em visita pastoral a Aquileia e Veneza. São ordens curtas e ao mesmo tempo profundas em seu alcance. Ouçamos com atenção. Para pondo em prática prestar um culto magnânimo e perfeito ao Altíssimo Deus.
Eis a tradução: "Em respeito destes Divinos Mistérios que estamos celebrando em comunhão com Sua Santidade o Papa Bento XVI, recolhamo-nos em silêncio orante. Portanto, não se aplauda mais, nem sequer durante a homilia, e não se usem bandeiras, nem cartazes."

Faz necessário lembrar aos modernos e proguessistas a Santa Missa é renovação incruenta do sacríficio da cruz. Nosso culto perpassa a imolação do Cordeiro de Deus. Sacrifício em expiação dos pecados. Adoração a majestadde altíssima do Senhor. Ação de graças pela bondade e amor que Deus nos deposita. Oferta agradável para aplacar a justiça divina. A humanidade e o mundo inteiro definharia sem a Santa Missa.

As profecias todas apontam para os tempos de hoje. Desta banalização. Dos divinos mistérios sendo rebaixados. Desta claque de zumbis que não sabem o que celebram. De maus pastores a deixar as ovelhas atônitas. É a abominação da desolação conforme predisse o profeta Daniel e está em Mateus 24. Leiam e meditem nete capítulo do evangelho. Estamos quase no auge dele. Quando todo ele se consumar.

Nosso Senhor Jesus virá em toda sua majestade e justiça. Separar o joio do trigo. As ovelhas dos cabritos. Então há de vir a cidade de Deus. A menina dos olhos do Pai irá se implantar. Qual posteridade há de vir. Quantos dons haverá de encher a terra. Quantos hão de aparecer. Quais belezas despontaram a impressionar tantos. Qual amor a ser vivído. Quais tantas perfeições nutriram nossa busca. Ó Deus infinito. O Apostólo bem o disseste que olhos não viram. Os ouvidos não ouviram. O coração humano jamais experimentou o que Deus tem preparado para aquele O amam.

O Espírito Santo conduza vos aos divinos mistérios. Ao conhecimento de Deus. Pois só se ama o que se conhece.

"Sermões de Cura D'ars ( São João Maria Vianney) Parte I"



NÃO SOMOS NADA POR NÓS MESMOS

Sobre as Tentações


As tentações são necessárias para que possamos perceber que não somos nada por nós mesmos. Santo Agostinho diz-nos que deveríamos agradecer a Deus tanto pelos pecados dos quais Ele nos preservou como pelos pecados que Ele por caridade nos perdoou. Caso venhamos a cair nas ciladas do demônio, nós pensamos que somos capazes de nos levantarmos novamente, confiando muito mais nas nossas promessas e resoluções do que na força de Deus. Isto é uma grande verdade!


Quando nós não temos nada do que nos envergonhar, quando todas as coisas estão correndo bem e de acordo com os nossos desejos, nós ousamos pensar que nada poderia nos derrubar. Nós esquecemos facilmente do nosso próprio nada e de nossa fraqueza interior. Chegamos mesmo a protestar, que estamos prontos a morrer do que permitirmos sermos vencidos. Nós vemos o esplêndido exemplo de São Pedro, que disse ao Senhor que ainda que todos se escandalizassem Dele, ele não se escandalizaria. Coitado! Para mostrar-lhe, como o homem entregue às suas próprias forças, não é absolutamente nada, Deus fez uso, não de reis, príncipes ou armas, mas sim da voz de uma simples empregada na noite da prisão de Jesus, que confrontou Pedro com um monte de interrogações. E nesse momento Pedro protesta dizendo que nem sequer conhecia o Senhor, e fez de contas que nem sabia do que ela estava falando. Para assegurar aos presentes, de um modo ainda mais veemente de que ele não conhecia Jesus, ele chegou mesmo a jurar! Ó Senhor, o que não somos capazes de fazer quando nós estamos entregues a nós mesmos!


Existem pessoas, que fazem questão de dizer, o quanto eles invejam os santos que fizeram grandes penitências! Eles chegam a acreditar que poderiam fazer o mesmo! Às vezes quando lemos sobre a vida de alguns mártires, nós gostaríamos, nós pensamos, estarmos prontos para sofrer tudo que eles sofreram por amor a Deus. Chegamos ao ponto de pensar: é um momento de sofrimento muito curto para a recompensa que vamos receber no Céu! Mas o que faz Deus para nos ensinar a nos conhecermos, ou melhor, para reconhecermos que não somos absolutamente nada? Eis o que Ele faz: Ele permite que o demônio se aproxime um pouquinho mais de nós. E nesse momento, veja o que acontece com os cristãos que há apenas uns minutos atrás invejavam aquele eremita que vive retirado no deserto, alimentando-se somente de ervas e raízes e que fez a firme resolução de submeter seu corpo a duras penitências. Coitado! Uma leve dor de cabeça, a simples espetada de um espinho, o faz se condoer todo por si próprio! Não importando o quão grande e forte ele possa aparentar. Ele se aborrece, reclama da dor. A poucos momentos atrás, estava disposto a fazer todas as penitências dos anacoretas (monges do deserto) e agora, o menor contratempo o faz cair no desespero! Agora vejamos esse outro cristão, que parece querer entregar toda sua vida a Deus. Que possui um ardor que tormento algum poderia apagar! Um pequeno escândalo... uma palavra de calúnia... e até mesmo uma fria receptividade ou pequena injustiça cometida contra ele... uma gentileza retribuída com ingratidão... imediatamente desperta nele todos os sentimentos de ódio, vingança e descontentamento, a ponto de freqüentemente, ele desejar nunca mais ver o seu próximo ou pelo menos tratá-lo de um modo frio, de forma a demonstrar o quanto aquela pessoa o ofendeu. E quantas vezes, isso se torna o seu primeiro pensamento ao acordar, assim como o pensamento que sempre o impede de dormir em paz?


Coitado!


Meus caros amigos, nós somos umas coisas pobres, e por isso deveríamos contar muito pouco com nossas próprias resoluções.


Cuidado se você não sofre tentações!


A quem o demônio mais persegue? Talvez você ache que as pessoas que são mais tentadas, são indubitavelmente, os beberrões, os provocadores de escândalos, as pessoas imodestas e sem vergonha que deitam e rolam na sujeira e na miséria do pecado mortal, que se enveredam por toda espécie de maus caminhos. Não, meu caro irmão! Não são essas pessoas! Ao contrário, o demônio os deixa de lado, ou seja ele se apóia nelas enquanto elas vivem, porque do contrário ele não teria tanto tempo para fazer o mal. Isso porque, quanto mais tempo essas pessoas viverem, mais seus maus exemplos arrastarão outras almas para o Inferno. De fato, se o demônio tivesse perseguido esse velho companheiro obsceno e sem-vergonha, ele teria encurtado a duração de sua vida em 15 ou 20 anos, de forma que ele não teria destruído a virgindade daquela garota ali, seduzindo-a para a inominável mira de suas indecências. Ele não teria novamente seduzido aquela mulher casada e nem ensinado suas más lições àqueles rapazinhos, que talvez as continue a praticar até o final de suas vidas. Se o demônio tivesse incitado a este ladrão ali na frente, a roubar em tudo quanto é ocasião, ele teria ido acabar na forca e não teria tempo pra induzir seu vizinho a seguir seu mau exemplo. Se o demônio tivesse encorajado esse beberrão ali, a se embebedar incessantemente com o vinho, ele já teria morrido a muito tempo atrás nas suas libertinagens, e não teria tempo de fazer com que outros seguissem seu mesmo caminho. Se o demônio tivesse tirado a vida deste músico ali, ou daquele organizador de bailes, ou daquele dono de cabaré, em algum tipo de tumulto ou assalto, ou em qualquer outra ocasião, quantas almas não seriam poupadas da danação eterna! Santo Agostinho nos ensina que o demônio não importuna muito essas pessoas; pelo contrário, ele até as despreza e cospe sobre elas. Assim, você me perguntaria: então quem são as pessoas mais tentadas? São estas meus caros amigos, observem-nas atentamente. As pessoas mais tentadas são aquelas que estão prontas, com a graça de Deus, a sacrificar tudo pela salvação de suas pobres almas, que renunciam a todas as coisas que a maioria das pessoas buscam ansiosamente. E não é um demônio só que as tenta, mas milhões de demônios procuram armar-lhes ciladas. Uma vez, São Francisco de Assis e todos os seus religiosos estavam reunidos numa área plana e aberta, onde eles tinham erguido algumas choupanas de palha .Buscando um meio de fazer com que todos fizessem penitências extraordinárias, São Francisco ordenou que fossem trazidos todos os instrumentos de penitência, e seus religiosos os trouxeram aos feixes...[...]. Continuaa..




(Livro - SERMÕES DE São João Maria Vianney - O Cura Dars)

segunda-feira, 27 de junho de 2011

São João da Cruz - Ditos de Luz e Amor (Parte - I)

                     'Frases de direção para suas carmelitas, que o Santo escrevia ocasionalmente.'


Prólogo

Ó Meu Deus e meu enlevo, também foi por amor a Vós que a minha alma se quis aplicar nestes vossos ditos de luz e amor. Embora tenha o seu dizer, falta-me a sua obra e virtude, que é, meu Senhor, o que neles Vos agrada mais do que palavras e sabedoria. Talvez outras pessoas, animadas por eles, possam aproveitar no vosso serviço e amor, em que eu falto, e a minha alma se console por ter sido ocasião para encontrardes noutros o que falta nela.

Vós, Senhor, amais a discrição, a luz e o amor mais do que outras operações da alma. Por isso, estes ditos servirão de discrição para o caminhar, de luz para o caminho e de amor no caminhar. Arrede-se, pois a retórica do mundo! Ponhamos de lado o palavreado e a eloquência oca da sabedoria humana, débil e engenhosa, que nunca Vos agrada. Ao contrário, dirijamos ao coração palavras banhadas de doçura e amor, que muito Vos agradam.

Talvez, assim, retiremos pequenas ofensas e dificuldades em que muitas almas tropeçam por ignorância; e, não sabendo, continuarão a errar, pensando que acertam no seguimento do vosso dulcíssimo Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, por se verem semelhantes a Ele na vida, circunstâncias e virtudes, ou na forma de desnudez e pureza de espírito. Sede Vós, porém, Pai das misericórdias, a dá-la, porque sem Vós, Senhor, nada se fará.


                                                                                    1

1. O Senhor sempre revelou aos mortais os tesouros da Sua sabedoria e do Seu espírito; mas agora, que a malícia vai mostrando cada vez mais o seu rosto, revela-os ainda mais.
2. Ó Senhor, meu Deus, quem Vos procurará com amor puro e singelo sem que Vos encontre ao seu gosto e vontade, sabendo que Vós sois o primeiro a mostrar-vos e a vir ao encontro daqueles que Vos desejam?
3. Ainda que o caminho seja plano e suave para os homens de boa vontade, contudo o caminhante andará pouco e a muito custo se nisso mesmo não se empenhar com boas pernas, coragem e audaz porfia.
4. Mais vale estar carregado junto do forte do que aliviado junto do fraco. Quando estás carregado estás junto de Deus, que é a tua fortaleza, pois Ele está perto dos atribulados. Quando estás aliviado estás junto de ti, que és a tua própria fraqueza. A virtude e a fortaleza da alma crescem e confirmam-se com trabalhos e paciência.
5. Quem quiser estar sozinho, sem ajuda de mestre ou guia, assemelha-se à árvore do campo, sozinha e sem dono: por muito fruto que dê, os caminhantes sempre a colherão antes do tempo.
6. A árvore cultivada e resguardada pelo seu dono dá o fruto no tempo que dela se espera.
7. A alma virtuosa, sozinha e sem mestre, é como o carvão aceso que fica só: mais se vai esfriando que acendendo.
8. Quem cai sozinho, sozinho fica no chão, e pouco apreço tem pela sua alma, pois só a escora em si.
9. Se não temes cair sozinho, como presumes em levantar-te sozinho? Olha que podem mais dois juntos do que um sozinho.
10. Quem cai carregado, dificilmente se levantará.
11. Quem cai cego, não se levantará sozinho. E, se se levantar, encaminhar-se-á por onde não convém.
12. Deus antes quer de ti o mais pequeno grau e pureza de consciência do que todas as obras que possas fazer.
13. Deus antes quer de ti o mais pequeno grau de obediência e humildade do que todos esses serviços que Lhe pensas oferecer.
14. Deus estima mais em ti a disposição para a aridez e o sofrimento por Seu amor do que todas as consolações, visões espirituais e meditações que possas ter.
15. Nega os teus desejos e encontrarás o que o teu coração deseja. Sabes, por acaso, se o teu apetite é do agrado de Deus?
16. Ó dulcíssimo amor de Deus, tão mal conhecido! Descansado fica quem encontrou a sua fonte.
17. Se hás-de receber redobrada amargura por fazeres a tua vontade, então não a faças, apesar de te amargurares.
18. A alma que se encaminha para Deus, se tiver em si o mais pequeno apetite por qualquer coisa do mundo, vai mais desonesta e impura do que se carregasse todas as indecorosas e molestas tentações e trevas que se possam imaginar, desde que a vontade racional não as aceite. Nessa ocasião até se pode aproximar com mais confiança de Deus, porque está a fazer a vontade de Sua Majestade que diz: Vinde a Mim todos os que estais cansados e oprimidos, que Eu vos aliviarei (Mt 11,28).
19. Agrada mais a Deus a alma que, na aridez e provações, se sujeita à razão do que aquela que, sem dela fazer caso, tudo faz a seu bel-prazer.
20. Uma obra feita às escondidas e sem querer que se saiba, por pequena que seja, agrada mais a Deus do que mil feitas com vontade de que os homens as vejam. Quem faz as coisas por Deus no amor mais puro, pouco se importa que os homens as vejam, pois nem as faz para que o próprio Deus as conheça. E ainda que Ele nunca as viesse a conhecer, não deixaria de Lhe prestar os mesmos serviços com a mesma alegria e pureza de amor.
21. A obra feita por Deus em total pureza, transforma o coração puro em reino inteiro para o seu senhor.
22. Duplo trabalho tem o pássaro que poisou no visco: soltar-se e limpar-se. Também de duas maneiras pena quem satisfaz o seu apetite: em primeiro lugar libertar-se dele e, depois, limpar-se do se lhe apegou.
23. Quem não se deixa levar pelos apetites, voará ligeiro no espírito, como acontece à ave que tem penas.
24. A mosca que poisa no mel interrompe o seu voo. A alma que queira manter-se atida ao sabor do espírito interrompe a sua liberdade e contemplação.
25. Se quiseres guardar a imagem pura e simples do rosto de Deus na tua alma, não te mistures com as criaturas; ao contrário, esvazia e afasta muito delas o teu espírito e andarás na luz divina, porque Deus não se parece com elas.
26. Oração da ala enamorada
Senhor Deus, Amado da minha alma!
 * Se ainda Vos recordais dos meus pecados para não me fazeres o que Vos tenho andado a pedir, fazei neles, meu Deus, a Vossa vontade, pois é o que eu mais quero; fazei sentir a Vossa bondade e misericórdia e neles sereis conhecido.
 * E se estais à espera das minhas obras para atenderdes o meu pedido, dai-mas Vós e realizai-as por mim, bem como as penas que quiserdes aceitar, e faça-se.
* Mas se pelas minhas obras não esperais, então porque esperais, meu clementíssimo Senhor? Porque tardais?
* E já que, enfim, há-de ser graça e misericórdia o que em vosso Filho Vos peço, recebei o meu nada, já que o quereis, e concedei-me este bem, que também é o que quereis.
* Quem se poderá livrar destes modos e baixos termos se não sois Vós, meu Deus, a erguê-lo para Vós, em pureza de amor? Como se elevará até Vós o homem gerado e criado em baixezas, se não sois Vós, Senhor, a deitar-lhe a mão com que o fizestes?
* Meu Deus, não me ireis roubar o que me destes um dia no vosso único Filho, Jesus Cristo, no qual me destes tudo quanto quero; por isso, espero e confio em que não tardarás.
* E porquê tanta demora, se já podes a Deus no teu coração?
* Os céus são meus e a terra é minha. Os povos são meus; meus são os justos e os pecadores. Os anjos são meus, a Mãe de Deus é minha, e minhas são todas as coisas. O próprio Deus é meu e para mim, porque Cristo é meu e todo para mim. Então, que pedes e procuras alma minha? Tudo isto é teu e para ti. Não te rebaixes nem olhes às migalhas que caem da mesa do teu Pai.
* Sai para fora e gloria-te na tua glória; esconde-te nela e goza, pois alcançarás o que o teu coração deseja.
27. O espírito bem purificado não se mistura com estranhas advertências nem respeitos humanos, mas apenas se comunica interiormente com Deus, na solidão de todas as formas, em ameno sossego, porque o seu conhecimento é em silêncio divino.
28. A alma enamorada é suave, mansa, humilde e paciente.
29. A alma rude endurece-se no seu amor-próprio.
30. Se Vós, ó bom Jesus, não suavizais a alma no Vosso amor, ela continuará sempre na sua rudeza natural.


                                                                                                (Ditos de Luz e Amor - São João da Cruz)



sexta-feira, 24 de junho de 2011

"Natividade de São João Batista - Dia 24 de junho"

São João Batista é um dos santos mais populares em todo o mundo cristão.
Cantos, danças folclóricas, fogueiras e quadrilhas, foguetes além das procissões e mastros, são os aspectos mais típicos da festa de João Batista.
É o único santo, além de Nossa Senhora, cujo nascimento é festejado, porque a Igreja vê nele a preanunciação do Natal de Cristo.
Os evangelistas apresentam com todo rigor a figura de João como precursor do Messias. Seu nascimento foi anunciado pelo anjo Gabriel ao pai Zacarias e recebe o nome de João por inspiração divina. Inicia sua missão alguns anos antes de Jesus iniciar a sua própria missão.
Lucas fala a respeito da infância de João: o menino foi crescendo e fortificando-se em espírito e viveu nos desertos até o dia em que se apresentou diante de Israel (Lc 1,80).
Com palavras firmes, pregava a conversão e a necessidade do batismo de penitência. Pregava a vinda do Messias prometido e esperado. Sua originalidade era o convite a receber a ablução com água no rio Jordão, prática chamada batismo. Daí o apelido de Batista.
Teve a grande missão de batizar o próprio Cristo. Ele apresentou oficialmente Cristo ao povo como Messias, com estas palavras: "eis o Cordeiro de Deus que tira os pecados do mundo... Ele vos batizará com o Espírito Santo e com o fogo" (Mt 3,11).
Falando de João Batista, Jesus lhe tece o maior elogio: "Ele é mais do que um profeta. Jamais surgiu entre os nascidos de mulher alguém maior que João Batista. Contudo, o menor no Reino de Deus é maior do que ele" (Mt 11,11).
(Paulinas)




quarta-feira, 22 de junho de 2011

"Negro como carvão"


Um jovem universitário, inteligente mas incrédulo, achava-se em férias em casa de família amiga. Uma noite, à hora do jantar, proferiu horríveis blasfêmias contra a Imaculada Conceição; tais, como nunca se tinha ouvido naquela casa.
Ficaram todos horrorizados e a dona esteve a ponto de despedi-lo. Retiraram-se aborrecidos e silenciosos, pedindo a Nossa Senhora que lhe perdoasse. Na manhã seguinte, quando o foram despertar, encontram-no morto e negro como carvão.

(Tesouro de Exemplos, pág. 241)



“Ateísmo? Não, obrigado”

Publicado em espanhol um livro do cardeal Brandmüller

MADRI, terça-feira, 21 de junho de 2011 (ZENIT.org) - “Ateísmo? Não, obrigado” é o título de um livro que recolhe o diálogo entre o cardeal Walter Brandmüller e o jornalista Ingo Langner sobre o ateísmo. A obra, que foi apresentada em Roma em 2010, em italiano, é editada agora em espanhol por Cobel Ediciones.
Os capítulos deste livro, fruto de um diálogo surpreendentemente claro e iluminador em matéria filosófica, são tão sugestivos como “A cruzada dos ateus”, “Mas o que explode nesse big-bang?”, “Maria e o anjo: drama e mistério”, “Racionalidade da fé”, “Última estação: céu”, “O espantalho do inferno” e muitos outros que, em sua brevidade, contêm mil sugestões para a reflexão e oferecem argumentos repletos de lógica às mais diversas acusações contra os que acreditam no Deus encarnado.
Em um Summasummarum final, afirma o cardeal Brandmüller: “O mundo e o homem não existem por si mesmos, nem tampouco se explicam por si mesmos. São obra de um espírito que não tem origem nem fim. Este Logos eterno entrou em contato com o homem, criatura sua, para revelar-se a ele, surgindo na história da humanidade na pessoa de Jesus de Nazaré”.
Segundo o cardeal, a existência de Jesus é historicamente verificável. E o conteúdo da sua mensagem vai além das categorias humanas e da capacidade de expressá-lo com palavras.
“Não obstante – conclui –, estamos em condições de compreender aproximadamente o que Jesus disse, conscientes de que sua mensagem sempre é maior do que podemos conceber. A consciência desta grandeza e dos limites da nossa razão permite que a Igreja – transmissora da mensagem de Jesus – creia, e creia razoavelmente.”


Fonte: Zenit.