Teus passos infantis eu sigo em meu fadário, vivendo aqui em teus braços, pensando em suavizar, na estrada do calvário, os Teus últimos passos!...Pequena Via e Santidade!

-Santa Terezinha-

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

O dom da Cruz

Sim, só as almas amantes é que sobem a rua da amargura! Só as almas amantes lhes é dado carregar a cruz! Ó cruz bendita, preciosissímo tesouro escondido, debaixo de aparências bruscas, encerras tantas doçuras! Ó cruz quando fostes carregadas pelos ombros de teu Criador, não sabias tu que ias servir de instrumento para que as portas do céu se abrissem! E vós, almas as quais é dado o dom precioso de carregar a cruz pesada de cada medo e pavor, pondes em nossos ombros a cruz! Ah! Se conhecesseis o dom da cruz, e de como outrora serviu ao Divino Mestre de instrumento, para nela executar a mais portentosa obra a "santificação própria". Ah! qual a obra mais importante de uma alma? Sim, a obra mais importante é a santificação própria. A cruz, alma querida, é esse baluarte preciosíssimo que te defende dos inimigos carnais, pois o sofrimento, subjuga e te faz conhecer o teu nada! A cruz, destrona o império infernal. Filhos do pecado, sujeitos como estamos as misérias humanas, a cruz nos eleva, pois ela abate nosso amor próprio, fazendo-nos compreender que, para entrar em uma mansão celestial, é necessário sofrer! Os maus também sofrem, mas seus sofrimentos ficam neutros, porque eles sofrem sem a conformidade do Divino Crucificado. E porque é necessário sofrer? Ah! por causa de nossos pecados! O Divino Crucificado nos abriu as portas do Paraiso, entretanto, precisamos completar em nós a Paixão do Salvador, se quisermos ter entrada no Paraíso. Ó Cruz bendita, eu te saúdo, sê o sol nas minhas trevas!
 
 
 
(O bom combate na alma generosa, p. 16)
 
 

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Bem-aventurados os que choram - parte I


Sim, disse Eu: Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados, e no meu reino serão suas lágrimas enxugadas por meus divinos favores. Chorar, minha filha, é próprio de um coração que sofre. Criaturas há que choram quando se vêem na mendicidade, outras quando se vêem privadas de um afeto, outras quando a desgraça lhes bate á porta, pela morte de um ente querido ou pela perde de uma fortuna!...Mas Eu disse: Bem-aventurados os que choram quando vêem os meus interesses em perigo!

Bem-aventurados os que choram quando a desolação, que é o pecado, se alastra pelo mundo!
Ah! minha filha, quão poucas são as almas que choram, vendo a heresia e o erro se infiltrarem nos corações!...Quão poucos são os corações que comigo choram a perda de tantas almas!...
Ah! a perda de uma alma é um mal irreparável! Se os que se dizem meus amigos compreendessem o valor de uma alma, ah! como chorariam!...Se meus amigos compreendessem a desolação que causa ao meu coração o pecado, como se compadeceriam destas almas e como iriam atrás delas para me dar prazer, proporcionando-lhes uma felicidade eterna!...As almas nobres compreenderam todos estes estragos e procuraram repará-los com sua dedicação, fazendo para isso tudo que lhes estava ao proprio alcance. Comigo choravam, aos pés de meu Sacrário vinham chorar as desditas desses corações engolfados no pecado. Quantas vezes, minha filha, fui obrigado a dizer: Basta!...E agora onde há desses corações?

Quem se compadece quando vêem o inimigo me roubar uma alma que me pertence? Ah! examinai-vos, se sentis e se vos causa uma grande dor quando ouvis um homem blasfemar. Ah! se tal não acontecer, é porque vosso amor por mim ainda é muito diminuto! Examinai-vos, se nada sentis quando ouvirdes dizer que um homem morreu impenitente de minha glória!...Ah! como o mundo se acha na languidez!....

(O bom combate na alma generosa, pág. 10)

terça-feira, 20 de março de 2012

Do santíssimo milagre que fez S. Francisco, quando converteu o ferocíssimo lobo de Gúbio



Os Fiorettis de São Francisco - Parte I

No tempo em que S. Francisco morava na cidade de Gúbio apareceu no condado de Gúbio um lobo grandíssimo, terrível e feroz, o qual não somente devorava os animais como os homens, de modo que todos os citadinos estavam tomados de grande medo, porque freqüentes vezes ele se aproximava da cidade; e todos andavam armados quando saíam da cidade, como se fossem para um combate; contudo quem sozinho o encontrasse não se poderia defender. E o medo desse lobo chegou a tanto que ninguém tinha coragem de sair da cidade.
Pelo que S. Francisco, tendo compaixão dos homens do lugar, quis sair ao encontro do lobo, se bem que os citadinos de todo não o aconselhassem: e fazendo o sinal da santa cruz, saiu. da cidade com os seus companheiros, pondo toda a sua confiança em Deus. E temendo os outros ir mais longe, S. Francisco tomou o caminho que levava ao lugar onde estava o lobo. E eis que, vendo muitos citadinos, os quais tinham vindo para ver aquele milagre, o dito lobo foi ao encontro de S. Francisco com a boca aberta: e chegando-se a ele S. Francisco fez o sinalda- cruz e o chamou a si, e disse-lhe assim: "Vem cá, irmão lobo, ordeno-te da parte de Cristo que não faças mal nem a mim nem a ninguém".
Coisa admirável! Imediatamente após S. Francisco ter feito a cruz, o lobo terrível fechou a boca e cessou de correr; e dada a ordem, vem mansamente como um cordeiro e se lança aos pés de S. Francisco como morto.
Então S. Francisco lhe falou assim: "Irmão lobo, tu fazes muitos danos nesta terra, e grandes malefícios, destruindo e matando as criaturas de Deus sem sua licença; e não somente mataste e devoraste os animais, mas tiveste o ânimo de matar os homens feitos à imagem de Deus; pela qual coisa és digno da forca, como ladrão e homicida péssimo: e toda a gente grita e murmura contra ti, e toda esta terra te é inimiga. Mas eu quero, irmão lobo, fazer a paz entre ti e eles; de modo que tu não mais os ofenderás e eles te perdoarão todas as passadas ofensas, e nem homens nem cães te perseguirão mais".
Ditas estas palavras, o lobo, com o movimento do corpo e da cauda e das orelhas e com inclinação de cabeça, mostrava de aceitar o que S. Francisco dizia e de o querer observar. Então S. Francisco disse: "Irmão lobo, desde que é de teu agrado fazer e conservar esta paz, prometo te dar continuamente o alimento enquanto viveres, pelos homens desta terra, para que não sofras fome; porque sei bem que pela fome é que fizeste tanto mal.
Mas, por te conceder esta grande graça, quero, irmão lobo, que me prometas não lesar mais a nenhum homem, nem a nenhum animal: prometes-me isto?" E o lobo, inclinando a cabeça, fez evidente sinal de que o prometia. E S. Francisco disse: "Irmão lobo, quero que me dês prova desta promessa, a fim de que possa bem confiar».
E estendendo S. Francisco a mão para receber o juramento, o lobo levantou o pé direito da frente, e domesticamente o pôs sobre a mão de S. Francisco, dando-lhe o sinal como podia. E então disse S. Francisco: "Irmão lobo, eu te ordeno em nome de Jesus Cristo que venhas agora 30 migo sem duvidar de nada, e vamos concluir esta paz em nome de Deus".
E o lobo obediente foi com ele, a modo de um cordeiro manso; pelo que os citadinos, vendo isto, muito se maravilharam. E subitamente esta novidade se soube em toda a cidade; pelo que toda a gente, homens e mulheres, grandes e pequenos, jovens e velhos, vieram à praça para ver o lobo com S. Francisco. E estando bem reunido todo o povo, S. Francisco se pôs em pé e pregou-lhe dizendo, entre outras coisas, como pelos pecados Deus permite tais pestilências; e que muito mais perigosa é a chama do inferno, a qual tem de durar eternamente para os danados, do que a raiva do lobo, o qual só pode matar o corpo; quanto mais é de temer a boca do inferno, quando uma tal multidão tem medo e terror da boca de um pequeno animal! "Voltai, pois, caríssimos, a Deus, e fazei digna penitência dos vossos pecados, e Deus vos livrará do lobo no tempo presente, e no futuro do fogo infernal". E acabada a prédica, disse S. Francisco: "Ouvi, irmãos meus; o irmão lobo, que está aqui diante de vós, prometeu-me e prestou-me juramento de fazer as pazes convosco e de não vos ofender mais em coisa alguma, se lhe prometerdes de dar-lhe cada dia o alimento necessário; e eu sirvo de fiador dele de que firmemente observará o pacto de paz".
Então todo o povo a uma voz prometeu nutri-lo continuadamente. E S. Francisco diante de todos disse ao lobo: "E tu, irmão lobo, prometes observar com estes o pacto de paz, e que não ofenderás nem aos homens nem aos animais nem a criatura nenhuma?" E o lobo ajoelha-se e inclina a cabeça, e com movimentos mansos de corpo e de cauda e de orelhas demonstra, quanto possível, querer observar todo o pacto.
Disse S. Francisco: "Irmão lobo, quero, do mesmo modo que me prestaste juramento desta promessa, fora de porias, também diante de todo o povo me dês segurança de tua promessa, e que não me enganarás sobre a caução que prestei por ti". Então o lobo, levantando a pata direita, colocou-a na mão de S. Francisco. Pelo que, depois deste fato, e de outros acima narrados, houve tanta alegria e admiração em todo o povo, tanto pela devoção do santo, e tanto pela novidade do milagre e tanto pela pacificação do lobo, que todos começaram a clamar para o céu, louvando e bendizendo a Deus, o qual lhes havia mandado S. Francisco, que por seus méritos os havia livrado da boca da besta cruel.
E depois o dito lobo viveu dois anos em Gúbio; e entrava domesticamente pelas casas de porta em porta, sem fazer mal a ninguém, e sem que ninguém lho fizesse; e foi nutrido cortesmente pela gente; e andando assim pela cidade e pelas casas, jamais nenhum cão ladrava atrás dele. Finalmente, depois de dois anos o irmão lobo morreu de velhice: pelo que os citadinos tiveram grande pesar, porque, vendo-o andar assim mansamente pela cidade, se lembravam melhor da virtude e da santidade de S. Francisco.

Em louvor de Cristo. Amém.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

"Alma, buscar-te-ás em mim"

 
"De quem é esta imagem?"
Alma, busca-te em Mim
E a Mim busca-me em ti.
 
Tão fielmente pôde o Amor
Alma, em Mim, te retratar
Que nenhum sábio pintor
Tua imagem figurar.


Foste, por amor, criada
Formosa, bela e assim
Dentro do Meu ser pintada.
Se te perderes, minha amada,
Alma, procura-te em Mim.


Porque Eu sei que te acharás
Em Meu peito retratada,
Tão ao vivo figurada
Que ao ver-te folgarás
Por te veres tão bem pintada.

E se acaso não souberes
Em que lugar Me perdi,
Não andes dali para aqui
Porque se encontrar Me quiseres
A Mim, Me acharás em ti!


Em ti, que és meu aposento
És minha casa e morada.
Aí busco, cada momento,
Em que do teu pensamento
Encontro a porta fechada.


Só em ti há que buscar-Me,
Que de ti nunca fugi;
Nada mais do que chamar-Me
E logo irei, sem tardar-Me,
E a Mim, me acharás, em ti!


(Poesias, nº 8 - Sta Teresa d'Avila)

domingo, 8 de janeiro de 2012

"A Salvação é o negócio mais importante e o mais descuidado"


Por Santo Afonso Maria de Ligório.

Quam dabit homo commnitationem pro anima sua?
“Que dará o homem em troca da sua alma?”
(MT.16,26.)

Coisa estranha! Ninguem quer passar por negligente nos negocios do mundo, e muito não tem pejo de descuidar o negocio da eternidade, o mais importante de todos. Muitos fazem até tudo para perderem a alma, e a maior parte dos cristãos vivem como se as verdades eternas fossem outras tantas fabulas. Nós ao menos não sejamos tão insensatos e pensemos seriamente de que nada nos serviria ganharmos o mundo inteiro, se depois viessemos a perder a nossa alma.
Perdida alma, está tudo perdido, e para sempre!
A salvação eterna é certamente o negocio que sobre todos os outros mais nos interessa, porque dele depende a nossa eterna felicidade ou desgraça. Todavia é deste negocio que os cristãos menos se ocupam. Não se poupa nenhum cuidado, nem se perde nenhum momento, para chegar a tal dignidade, ganhar tal demanda, concluir tal negocio; que de conselhos então, que de providenciais! Não se come, não se dorme. Mas depois, que se faz para assegurar a salvação eterna? Como é que se vive? Não se faz nada, ou, par amelhor dizer, faz-se tudo para a perder, e a maior parte dos cristãos vive como se a morte, o juizo, o inferno, o céu e a eternidade não fossem verdades da Fé, Mais sim fabulas inventadas pelos poetas. Que magoa não sentimos, quando se perde uma demanda, uma colheita! Quantos cuidados para reparar o prejuizo! Quando se perde um cavalo, um cão, quantas diligencias para os reaver! Perdemos a graça de Deus, e dormimos e gracejamos e rimos! – Coisa estranha! Cada um tem pejo de passar por negligente nos negocios do mundo; e são inumeros os que não têm pejo de se descuidar do negocio da salvação, o mais importante de todos! Confessão que os Santos fôram verdadeiros sábios, porque só trabalharam para se salvarem, e eles mesmos ocupam-se de todas as coias do mundo com exceção da sua propria alma! Mas vós, diz são Paulo, ao menos vós, meus irmãos, aplicai-vos ao grande negocio da vossa salvação eterna, que é o negocio que mais vos interessa: Rogamus vos, ut vestrum negotium agatis. “Por quanto”, exclama Jesus Cristo, “de que serve ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder a sua alma? ou que dará o homem em troca de sua alma? ” Perdida a alma está tudo perdido, e perdido para sempre.
Persuadamo-nos de que a salvação eterna é para nós o negocio mais importante, por ser irreparavel se não o realizarmos. Portanto,afim de o levarmos a feliz exito, não receiemos trabalhos nem fadigas. “O reino eterno”, diz são Bernardo, “não se da aos preguiçosos, mas aos que se houverem valorosamente no serviço de Jesus Cristo. ”

Oração
Ah! meu Deus, graças Vos dou por me achar ainda
aqui aos vossos pés e não no inferno, tantas vezes por
mim merecido. Mas de que me serviria a vida que me
concedeis, se eu continuasse a viver privado da vossa
graça? Nunca mais isto me suceda! Virei-Vos as costas
e Vos perdi, ó meu supremo Bem. Arrependo-me de
todo o coração e antes tivesse morrido mil vezes! Eu
Vos perdi; mas o Profeta me diz que sois todo bondade
e Vos deixais achar pela alma que Vos busca: Bonus est
Dominus animae quarenti illum . Se no passado tenho
fugido de Vós, ó, Rei de meu coração, agora Vos busco
e só a Vós quero buscar.
Amo-Vos, † Jesus, meu Deus, amo-Vos sobre todas
as coisas, com todo o afeto da minha alma. Aceitai-me
e não desprezeis o amor de um coração que algum tempo
Vos desprezou. Doce me facere voluntatem tuam –
“Ensinai-me a fazer a vossa vontade.” Dizei-me o que
devo fazer para vos agradar; quero fazer tudo que desejar-
des. Meus Jesus, salvai a minha alma, pela qual
destes o sangue e a vida; daí-me a graça de Vos amar
sempre nesta vida e na outra.
Espero tudo pelos vossos merecimentos. Confio
tambem em vossa intercerssão, ó grande Mãe de Deus
e minha Mãe, Maria Santíssima. Amém.

Fonte: Repórter de Cristo.

"Que tipo de homens eram os reis magos?"

A homilia de Bento XVI na Solenidade da Epifania

A Epifania é uma festa da luz. «Ergue-te, Jerusalém, e sê iluminada, que a tua luz desponta e a glória do Senhor está sobre ti» (Is 60, 1). Com estas palavras do profeta Isaías, a Igreja descreve o conteúdo da festa. Sim, veio ao mundo Aquele que é a Luz verdadeira, Aquele que faz com que os homens sejam luz. Dá-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus (cf. Jo 1, 9.12). Para a liturgia, o caminho dos Magos do Oriente é só o início de uma grande procissão que continua ao longo da história inteira. Com estes homens, tem início a peregrinação da humanidade rumo a Jesus Cristo: rumo àquele Deus que nasceu num estábulo, que morreu na cruz e, Ressuscitado, permanece connosco todos os dias até ao fim do mundo (cf. Mt 28, 20). A Igreja lê a narração do Evangelho de Mateus juntamente com a visão do profeta Isaías, que escutámos na primeira leitura: o caminho destes homens é só o início. Antes, tinham vindo os pastores – almas simples que habitavam mais perto de Deus feito menino, podendo mais facilmente «ir até lá» (cf. Lc 2, 15) ter com Ele e reconhecê-Lo como Senhor. Mas agora vêm também os sábios deste mundo. Vêm grandes e pequenos, reis e servos, homens de todas as culturas e de todos os povos. Os homens do Oriente são os primeiros, seguidos de muitos outros ao longo dos séculos. Depois da grande visão de Isaías, a leitura tirada da Carta aos Efésios exprime, de modo sóbrio e simples, a mesma ideia: os gentios partilham da mesma herança (cf. 3, 6). Eis como o formulara o Salmo 2: «Eu te darei as nações por herança, e os confins da terra para teu domínio» (v. 8). [...]

Para ler a continuação da homilia do Papa Bento XVI da Solenidade da Epifania eis o link para a leitura! Tenha uma boa e santa leitura!


Fonte: Zenit.


sábado, 7 de janeiro de 2012

O Namoro - Parte III

 
Os dez mandamentos do namoro

Achando útil concretizar os meios que indicam o bom caminho para um feliz matrimônio, segundo os Mandamentos de Deus, damos aos nossos queridos jovens os seguintes dez mandamentos do namoro:

1) Não pense no namoro antes de chegar à idade e às condições correspondentes ao casamento; e, chegando, o namoro, ou noivado, devem ser breve não passando mais de que uns meses.

2) No caso de namoro, noivado e mesmo casamento, não considere beleza nem riqueza nem se deixe levar pelo gosto, paixão ou outra aparência. Isto é grande erro que poderá conduzir ao fracasso. Deve-se considerar, muito mais a beleza da alma, o caráter, a virtude e outras boas qualidades de espírito.

3) Cuidado e, muito cuidado em dar confiança, liberdade ou intimidade durante o namoro e mesmo o noivado. Nesta época, a reserva é de suma importância mas sempre acompanhada de bondade e cortesia devendo respeitar-se como amigos ou verdadeiros irmãos.

4) Não confie em si mesmo na questão de namoro e casamento, nem se deixe levar pelas inclinações. Deve neste caso consultar e seguir a orientação dos maiores, como pais, relações de confiança, especialmente deve confiar seu empreendimento a um sacerdote, diretor espiritual.

Todas estas são medidas que podem ajudá-lo para o êxito da vida futura.

5) Os namorados devem considerar, que o namoro deve ser um meio santo para um fim santo, que é o casamento. Para o êxito de ambos, devem saber que o casamento não é para satisfazer um prazer. O matrimônio é uma missão de responsabilidade grave diante de Deus, da sociedade e da própria consciência.

6) Deve saber que um namoro mole, livre e sensual será difícil de chegar a um casamento agradável e feliz. Este tal namoro, em caso de conduzir a um casamento, será acompanhado pela discórdia pela desconfiança e pelo desgosto e acabará pelo desquite e separação.

7) Para a nobreza e retidão do namoro convém pensar também que o casamento é um Sacramento sagrado, instituído por Deus, para a multiplicação, conservação e santificação da família e da raça humana.

Cada demasiada confiança neste sentido, cada liberdade desordenada, cada pensameno desviado é pecado grave, desmancha a pureza do casamento e priva da bênção de Deus, que é a própria felicidade.

8) Não se deixe enganar pelo exemplo do namoro da sociedade moderna. Esta atitude de namoro é um grande erro condenado por Deus, pela sociedade ciente, e pela razão sã e acabará mal. É um desvio da Moral que está degenerando a personalidade humana.

9) No ideal de escolher cônjuge, tenha bem presente certas igualdades, semelhanças e aproximações, como: caráter, gênio, cultura, origem, religião, cor, idade, físico, estatura, e outras qualidades. Estas condições são grandes fatores para a harmonia e paz da vida conjugal futura.

10) Os jovens, ao empreenderem os primeiros passos do namoro, devem ter um ideal elevado, nobre e sobrenatural; e ao chegarem a vida conjugal, devem seguir também santificando-se por uma conduta virtuosa e piedosa, servindo desta vida como meio para a vida eterna. Devem pensar sempre na felicidade eterna do Céu, muito mais que na felicidade fugaz da terra.

Felizes as moças e os rapazes que seguem os conselhos deste livrinho e as verdades destes dez mandamentos!

Namoro - Grito de Alarme - Pe. Elias Maria Gorayeb

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

O Namoro - Parte II

Características do Namoro diabólico

As características do namoro diabólico moderno são os seguintes:
1) Começa escondidamente dos pais.
2) Realiza-se sempre nos portões, nas praças, nas ruas e com preferência nos lugares
afastados e escuros.
3) Executa-se de uma maneira bem artística nos cinemas e automóveis, nesta maneira os namorados serão sempre em companhia do Demônio.
4) Para esta espécie de namoro não existe freio para as paixões.
5) Liberdade e mais liberdade, intimidades e mais intimidades, até ofender a moralidade e
o pudor.
6) O namoro do Demônio não tem idade nem tempo. Pode começar desde 10 anos para não acabar nunca.
7) Os namoradores possuídos deste espírito não consideram ideal sobrenatural no Matrimônio, nem virtude, nem religião, nem respeitam moral nem dignidade.
8) Os seguidores deste namoro, só se deixam levar pelos instintos, pelas paixões e pelos prazeres ilícitos.

Assim é a maioria dos namoros da sociedade moderna

Consequências do Namoro inspirado pelo Demônio

1) Materializa os corações.
2) Precipita a mocidade no abismo dos vícios.
3) Cega a inteligência para só pensar na sensualidade.
4) Afasta do trabalho, do estudo e do dever.
5) Arrasta ao fatídico, à inquietação e ao desespero.
6) Desperta as paixões, escraviza a vontade para cair em faltas baixas.
7) Desvia o amor elevado para o amor ilícito e impuro.
8) Causa discórdia, desgosto, brigas e inimizades.
9) Leva, com toda a facilidade, a cometer grandes pecados.
10) Raramente leva à realização do casamento, e, mais raramente ainda conduz a um
casamento puro.
11) Afasta da graça e da ajuda de Deus, que são bases da paz futura.
12) Priva da felicidade familiar futura e mesmo da felicidade eterna.
 
Pe. Elias Maria Gorayeb - O namoro - grito de alarme

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

O Namoro - Parte I


Perdoe-nos os erros de ortografia apesar das inúmeras tentativas de conserto não obtivemos êxito, mas enfim, eis a postagem sobre namoro que é de suma importância para os nossos dias, o blog agradece.


Meu céu na terra.


Condições do Namoro bom e de Deus

1) Primeira condição do namoro de Deus, deve ser por intermédio e com pleno consentimento dos pais ou tutores, porque eles são os primeiros que desejam a felicidade de seus filhos.

2) O namoro é de Deus quando os namorados evitem toda familiaridade, liberdade ou intimidade, respeitando-se como estranhos, querendo-se como irmãos e tratando-se com muito cuidado e pouca confiança. Damos um exemplo: os bons namorados devem tratar-se como duas pessoas prontas a realizar um negócio de suma   importância, dependendo dele ganhar grande fortuna ou perdê-la totalmente...

3)  O namoro é bom quando começa na idade adequada e conveniente. Estudando o caso praticamente e considerando o desenvolvimento da vida moderna, achamos que o rapaz deve entrar nos trâmites do casamento na idade de 25 anos, aproximada-mente, e a moça na idade de 20, podendo alterar-se um ano mais ou menos, em caso de certa conveniência, aconselhando, ser mais e não menos.

Um dos motivos da determinação da idade é porque a mocidade de hoje em geral, deseja estudar e seguir carreira, sendo difícil ocupar-se nos assuntos do futuro antes de terminar o presente. Existem outros motivos mas não é necessário pormenorizá-los nesta ligeira publicação. A experiência nos ensina que a maioria dos que namoram muito cedo, fracassam, num ou noutro caso; ou não acabam os estudos, ou acabam o pretendido casamento.

4) O namoro é excelente quando seu tempo será o mais breve possível porque a demora expõe os jovens a inumeráveis perigos. Ao nosso parecer, o    namoro, não deve exceder de 3 meses, seguindo-se 3 meses de noivado e depois vem a preparação para o casamento, e todo esse tempo não deve passar de um ano.


6)  O namoro será de Deus, quando os jovens seguem um ideal elevado, considerando que ambos vão seguir uma vocação divina para formarem um lar, para participarem mutuamente de, todos os acontecimentos da vida, e para viverem unidos toda a vida numa só alma e num só coração.



O Namoro!!! Grito de Alarme - Pe. Elias Maria Gorayeb, M.L.M.


terça-feira, 27 de dezembro de 2011

O Esplendor do Lírio


“... um belo excerto de São Francisco de Sales, sobre o mesmo objeto, e seja um doutor o comentador de outro: “Ó virgens, se pretendeis um matrimônio temporal, guardai ciosamente vosso primeiro amor para o vosso primeiro marido. Penso que é uma grande fraude apresentar, em vez de um coração íntegro e sincero, um coração já usado, alterado e trabalhado. Mas, se vossa felicidade vos chama às castas e virginais núpcias do espírito, e para sempre queirais conservar vossa virgindade, ó Deus, conservai vosso amor o mais delicadamente que puderdes a este Esposo Divino, que sendo a pureza mesma, nada ama tanto como a pureza e a Quem as primícias de todas as coisas são devidas, mas principalmente as do amor”.

Do livro - O Esplendor do Lírio de Santo Ambrósio

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Sermões de São João Maria Vianney - Parte III


A PUREZA
                    
“Bem-aventurados os puros de coração, porque eles verão a Deus” (Mt 5, 8).


III – Como esta virtude é pouco conhecida e apreciada no mundo

Ai, meus irmãos, como esta virtude é pouco conhecida no mundo, quão pouco nós a estimamos, quão pouco cuidado nós pomos em conservá-la, quão pouco zelo temos em pedi-la a Deus, pois que não a podemos ter de nós mesmos. Não, nós não conhecemos esta bela e amável virtude que ganha tão facilmente o coração de Deus, que dá um tão belo brilho a todas as nossas outras boas obras, que nos eleva acima de nós mesmos, que nos faz viver sobre a terra como os anjos no céu!...
Não, meus irmãos, ela não é conhecida por estes velhos infames impudicos que se arrastam, se rolam e se submergem na lama de suas torpezas, cujo coração é semelhante àqueles... sobre o alto das montanhas... queimados e abrasados por estes fogos impuros. Ai! Bem longe de procurar extinguí-lo, eles não cessam de acendê-lo e abrasá-lo por seus olhares, por seus pensamentos, seus desejos e suas ações. Em que estado estará esta alma, quando aparecer diante de Deus, a pureza mesma? Não, meus irmãos, esta bela virtude não é conhecida por esta pessoa, cujos lábios não são mais que uma abertura e um tubo de que o inferno se serve para vomitar suas impurezas sobre a terra, e que se alimenta disto como de um pão quotidiano. Ai! A alma deles não é mais que um objeto de horror para o céu e para a terra! Não, meus irmãos, esta bela virtude não é conhecida por estes jovens cujos olhos e mãos estão profanados por estes olhares e... Ó DEUS, QUANTAS ALMAS ESTE PECADO ARRASTA PARA O INFERNO!... Não, meus irmãos, esta bela virtude não é conhecida por estas moças mundanas e corrompidas que tomam tantas precauções e cuidados para atraírem sobre si os olhos do mundo; que por seus enfeites exagerados e indecentes, anunciam publicamente que são infames instrumentos de que o inferno se serve para perder as almas; estas almas que custaram tantos trabalhos, lágrimas e tormentos a Jesus Cristo! ... Vede estas infelizes, e vós vereis que mil demônios circundam sua cabeça e seu coração. Ó meu Deus, como a terra pode suportar tais sequazes do inferno? Coisa mais espantosa ainda, como mães as suportam num estado indigno de uma cristã! Se eu não temesse ir longe demais, eu diria a estas mães que elas valem o mesmo que suas filhas. Ai, este infeliz coração e estes olhos impuros não são mais que uma fonte envenenada que dá a morte a qualquer que os olha e os escuta. Como tais monstros ousam se apresentar diante de um Deus santo e tão inimigo da impureza! Ai! A vida deles não é mais que uma acumulação de banha que eles estão juntando para inflamar o fogo do inferno por toda a eternidade. Mas, meus irmãos, deixemos uma matéria tão desagradável e tão revoltante para um cristão, cuja pureza deve imitar a de Jesus Cristo mesmo; e voltemos à nossa bela virtude da pureza que nos eleva até o céu, que nos abre o coração adorável de Jesus Cristo, e nos atrai todas as bênçãos espirituais e temporais.


"Resolvemos colocar primeiramente a parte em que o santo relata o quanto hoje em dia essa virtude é desprezada pelo mundo, para depois pontuarmos o quanto ela é agradável ao bom Deus." Meu céu na terra.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Que lhe parece?

Apresentou-se, certo dia, num convento, uma jovem que desejava ser religiosa. Parecia ter muito boas disposições, mas a Superiora, querendo experimentar-lhe a vocação, pecorreu com ela as dependências da casa, e foi dizendo:
- Esta é a nossa capela. Aqui mora o Dono da casa: é Jesus. O que Ele manda se faz; o que Ele proíbe, se deixa; o que não pede, se adivinha.
Rezaram ali um instante e, continuando a visita, disse a Superiora:
- Aqui é a sala de jantar: tudo pobre. Sendo assim, neste refeitório não se prova nenhum manjar delicado, entende?
- Sim, senhora, responde a jovem.
- Esta é a sala de trabalhos; como sabe, todas as religiosas vivem trabalhando e rezando; descanso, só no céu. Passaram a outro corredor e a Superiora indicou uma cela à jovem, dizendo:
- Este será o seu quarto; é limpo, mas pobre, até na mobília. Será a sua morada para toda a vida: aqui você fará penitência por seus pecados e pelos pecados do mundo, ouviu?
- Sim, senhora.
Saíram para fora da casa, andaram alguns passos e:
- Olhe, disse a Superiora, neste horto, quando você falecer, será enterrada, sem nenhuma pompa, aos pés daquele grande Cristo. A jovem, sem dizer palavra, contemplava a bela imagem de Jesus Crucificado...
- Que lhe parece? Tem medo?
- Não, madre, respondeu. Está tudo bem. Não tenho medo, não; porque na capela, na sala de trabalhos, no refeitório, na cela, no jardim e em toda parte vi o Crucifixo; ele me dará forças para sofrer. Se tanto padeceu Jesus por mim, por que não hei de padecer um pouco por Ele?
E a jovem foi aceita. E tornou-se santa!!!

Tesouro de Exemplos, pág. 161

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

O Presépio Hoje

São Francisco e a história de uma tradição natalina

Por Antonio Gaspari

ROMA, sábado, 26 de novembro, 2011 (ZENIT.org)

- Quem inventou o presépio?, Por que o fez? O que tem a ver São Francisco com a história do presépio? Qual é o significado? Por que esta tradição resiste ao longo do tempo?
Para conhecer e aprofundar a história do presépio e a sua atualidade também no mundo moderno de hoje, ZENIT entrevistou o padre Pietro Messa, diretor da Escola Superior de Estudos Medievais e Franciscanos da Pontifícia Universidade Antonianum, em Roma.

Qual a relação entre São Francisco e o presépio?
Em 1223, exatamente no dia 29 de novembro, o Papa Honório III com a Bula Solet annuere aprovou definitivamente a Regra dos Frades Menores. Nas semanas seguintes Francisco de Assis dirigiu-se para o eremitério de Greccio, onde expressou seu desejo de celebrar o Natal naquele lugar.
Para uma pessoa do local ele disse que queria ver com os "olhos do corpo" como o menino Jesus, na sua escolha de humilhação, foi deitado numa manjedoura. Portanto, determinou que fossem levados para um lugar estabelecido um burro e um boi – que de acordo com a tradição dos Evangelhos apócrifos estavam junto do Menino - e sobre um altar portátil colocado na manjedoura foi celebrada a Eucaristia. Para Francisco, como os apóstolos viram com os olhos corporais a humanidade de Jesus e acreditaram com os olhos do espírito na sua divindade, assim a cada dia quando vemos o pão e o vinho consagrados sobre o altar, acreditamos na presenção do Senhor no meio de nós.
Na véspera de Natal em Greccio não haviam nem estátuas e nem pinturas, mas apenas uma celebração Eucaristica numa manjedoura, entre o boi e o jumento. Só mais tarde é que este evento inspirou a representação do Natal através de imagens, ou seja, por meio do presépio, no sentido moderno.

Por que fez isso?
Francisco era um homem muito concreto e para ele era muito importante a encarnação, ou seja, o fato de que o Senhor fosse tangível por meio de sinais e de gestos, antes de mais nada, pelos sacramentos. A celebração de Greccio se coloca justamente neste contexto.

Como você explica a popularidade e a disseminação dos presépios?
Francisco morreu em 1226 e em 1228 foi canonizado pelo Papa Gregório IX; desde aquele momento a sua história foi contada, evidenciando a novidade e, graças também à obra dos Frades Menores, a devoção à São Francisco de Assis se espalhou sempre mais em um modo capilar. Como conseqüência também o acontecimento de Greccio foi conhecido por muitas pessoas que desejavam retratá-lo e replicá-lo, passando a apresentar e promover o presépio. Desta forma se tornou patrimônio da cultura e da fé popular.

Qual é o significado e por que a Igreja convida os fiéis a representar, construir, ter presépios em casa e em lugares públicos?
A Igreja sempre deu importância aos sinais, especialmente litúrgico sacramentais, tendo sempre o cuidado de que não terminassem numa espécie de superstição. Alguns gestos foram encorajados porque eram considerados adequados para a propagação do Evangelho e entre esses está justamente o presépio que sua simplicidade dirige toda a atenção à Jesus.

Qual é a relação entre o presépio e a arte? Por que tantos artistas o têm pintado, esculpido, narrado, ....?
Devido à sua plasticidade o presépio presta-se às representações na qual o particular pode se tornar o sinal da realidade quotidiana da vida. E justo esses detalhes da vida humana - os vestidos dos pastores, as ovelhas pastando, o menino preso à saia da mãe, etc - foram representados também como indícios ulteriores do realismo cristão que emana da Encarnação.

O que você acha da devoção popular pelo presépio ainda muito difundida entre o povo? Deve ser estimulada ou limitada?
Como São Francisco cada homem e mulher precisa de sinais; alguns já são incompreensíveis enquanto que outros pela sua simplicidade e imediatismo têm ainda uma eficácia. Entre estes podemos colocar o presépio e, portanto seja sempre bem vinda a sua propagação.
Tendo em conta este debate, sexta-feira, 18 novembro, foi realizada uma reunião na Pontifícia Universidade Antonianum (Hall Jacopone da Todi), com Fortunato lozzelli e Alessandra Bartolomei Romagnoli justamente sobre os lugares de Francisco de Assis na região do Lácio, com particular atenção para o santuário franciscano de Greccio.

(É chegado o advento e o nosso blog está se preparando para a grande vinda do Senhor!!! Aguardem mais novidades)

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

"NÃO OS AFASTEIS DOS SACRAMENTOS"


Havia em Tolosa (França) uma família pouco religiosa. Como o colégio dos Jesuítas era sem dúvida o melhor da cidade, os pais resolveram internar nêle seu primeiro filho. O menino, mais dado à piedade que seus pais, começou a freqüentar os sacramentos e disso 'tirava grande proveito espiritual. Tendo notícia dêsse fato, correu a mãe clo menino ao Diretor do colégio e disse-lhe: Padre, o Sr. está fazendo de meu filho um beato, um carola. Saiba que não quero que êle seja um frade ou um vigário. Não contente com isso, e para vigiá-lo melhor, mudou-se para a cidade e pôs o filho no colégio como externo. Assim poderia impedir as comunhões freqüentes. Pobre mãe! tinha mêdo que o menino se desse todo a Deus e que fôsse um cristão fervoroso.Que é, porém, que aconteceu? Eis: pouco a pouco as comunhões do jovem foram sendo mais raras. . . até que, afinal, nem uma por ano, nem pela Páscoa. . O mais se adivinha facilmente. A corrupção invadira o coração do rapaz e tomara o lugar da virtude e da piedade. Quando percebeu a infeliz mãe, correu alvoroçada suplicar ao Diretor que fizesse seu filho voltar à comunhão e à moral cristã. Mas o Padre deu-lhe esta resposta:

- Minha senhora,é demasiado tarde; seu filho está perdido. Cumpri com o meu dever; era preciso que a senhora cumprisse com o seu.

E o Padre tinha razão. Não levou muito tempo o desgraçado jovem morreu consumido de vícios horrendos e vergonhosos.

(Tesouro de Exemplos - pág. 44-45)

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Sermões de São João Maria Vianney



DANÇAS

Seja um religioso ou seja um condenado

 Há sempre alguém que vem me dizer: "Padre, que mal existe em uma pessoa se divertir um pouco? Eu não faço mal a ninguém... Eu não sou um religioso e nem pretendo sê-lo! Se eu não puder sequer dançar um pouco, eu estarei passando a minha vida nesse mundo como se fosse um morto!"
Meu caro amigo, você está muito errado. Ou você se torna um religioso, ou você será um condenado. E o que é ser uma pessoa religiosa? Nada mais é do que uma pessoa que cumpre com todos os seus deveres como Cristão. Você me diz que eu não vou conseguir nada tentando convencê-lo a respeito do mal que existe nas danças e que você não vai se tornar por isso, nem mais e nem menos indulgente a esse respeito.
Mas eu lhe digo: você está errado novamente, pois ao ignorar e desprezar as instruções do seu pastor, você atrai sobre si a ira e os castigos de Deus, e eu pelo meu lado, serei recompensado por ter cumprido com os meus deveres. Na hora da minha morte, Deus não vai me perguntar se você cumpriu ou não com as suas obrigações, mas sim, se eu lhe ensinei ou não o que você deveria fazer para cumprir com seus deveres.
Você também me diz, que eu nunca conseguirei quebrar a sua resistência, a ponto de fazê-lo acreditar que existe algum mal em divertir-se dançando. Você não quer mesmo acreditar que existe algum mal nisso, não é verdade? Bem, isso é problema seu. Que eu saiba, é suficiente pra mim, falar-lhe num modo, que me assegure que ao fazê-lo, estarei fazendo aquilo que como pastor eu deveria fazê-lo. Portanto, que isso não lhe irrite! Seu pastor está apenas cumprindo com o dever.
Mas você me dirá: Nem os 10 Mandamentos e nem tampouco toda a Sagrada Escritura proíbe alguém de dançar! Talvez você diga isso porque não os examinou atentamente. Siga o meu raciocínio por um momento e eu lhe mostrarei que não existe um só mandamento, ao qual as danças não levem à transgressão e não existe um só sacramento que não seja profanado por causa das danças.
Você sabe tão bem quanto eu, que essas folias e extravagâncias selvagens, acontecem principalmente nos domingos e feriados. Que você me diz então daquele jovem ou daquela jovem que decidiram ir a um baile ou a uma festa dançante? Qual o amor que eles tem por Deus? Suas mentes estarão totalmente ocupadas com os preparativos para chamar a atenção daqueles com os quais eles estarão misturados.
Suponhamos que eles já tenham feito suas orações. Com que espírito essas orações foram feitas? Só Deus sabe! Por outro lado, que tipo de amor a Deus uma pessoa pode sentir, quando seu coração está suspirando e pensando somente nos prazeres e nas criaturas? Nesse ponto você terá que admitir que é impossível agradar a Deus e ao mundo ao mesmo tempo. Aliás, isso nunca será possível!
Deus também proíbe "juras". Sabe Deus, quantas querelas, quantas juras e blasfêmias são proferidas como resultado das ciumeiras que se levantam entre a juventude, quando eles estão reunidos nesses encontros! Vai me dizer que não acontecem freqüentemente, disputas e brigas nesses locais? Quem poderia contar quantos crimes são cometidos nesses encontros diabólicos?
O Terceiro Mandamento, manda-nos guardar os dias santos e nesse caso, o Domingo em particular. Será que alguém poderia realmente acreditar, que um rapaz que passou várias horas do Domingo com uma garota, com o coração aceso como uma fornalha, estaria realmente satisfazendo esse preceito? Santo Agostinho tem boas razões em dizer que um homem faria melhor coisa em passar o dia inteiro trabalhando na terra e as garotas, tecendo, do que irem para esses encontros dançantes. O mal seria bem menor. O Quarto Mandamento diz que os filhos devem honrar seus pais. Esses jovens que freqüentam bailes, será que possuem o respeito e a submissão que eles devem a seus pais? Não, certamente que não. Eles causam a seus pais maior preocupação e desgosto do que você pode imaginar! Tanto pelo modo com o qual eles ignoram seus desejos e pelo mal uso que fazem do dinheiro, como também por criticarem e zombarem de seus pais chamando-os de "fora-de-moda".
Quanta dor tais pais devem sentir!– isto é, se a fé deles ainda não se extinguiu por completo–, ao verem seus filhos se lançarem em tais prazeres, ou pra dizer de um modo mais claro, nesses caminhos licenciosos! Esses filhos não são mais abençoados por Deus, mas estão sendo engordados para o Inferno. Mas suponhamos que esses pais já tenham perdido a fé... Coitados... eu sequer ouso ir mais adiante... Quão cegos são esses pais! Quão perdidos são esses filhos! Pode por acaso existir algum outro lugar, ou tempo ou ocasião em que tantos pecados são cometidos contra a pureza, do que nos salões de bailes e danças? Não seriam nesses encontros que as pessoas são incitadas mais violentamente contra a santa virtude da pureza? Onde mais os sentidos são tão fortemente impulsionados em direção da excitação dos prazeres? Se formos aprofundarmos ainda mais, deveríamos morrer de horror diante dos muitos crimes que são cometidos ali! E não são nesses encontros, que o demônio furiosamente acende o fogo da impureza no coração dos jovens, de modo a aniquilar neles a graça do Batismo? E não são nesses locais que o Inferno escraviza tantas almas quanto deseja?
Imagine então: Apesar da ausência de ocasiões de pecado e do auxílio de tantas orações já é tão difícil perseverar na virtude da pureza de coração, como poderia então ser possível preservar tal virtude no meio de tantas fontes de corrupção?
São João Crisóstomo diz: "– Olhe aquela jovem mundana e leviana, ou melhor, olhe para aquela pequena chama do fogo diabólico, que com sua beleza e gestos "flamboyants", acende no coração daquele jovem, o fogo da concupiscência. Você não os vê? Um mais do que o outro, buscando atrair-se mutuamente pelos seus charmes e toda a sorte de truques e ardis? Se você puder, pode contar, Ó infeliz pecador: o número de seus maus pensamentos, ou maus desejos e suas ações pecaminosas! Não é nesses lugares que você ouve aquilo que agrada aos seus ouvidos, que inflama e queima os corações, fazendo dessas assembléias fornalhas de "falta-de-vergonha"? E não é por acaso ali, meus caros irmãos, que os rapazes e moças, bebem diretamente na fonte do crime, a qual logo, logo, se transforma num rio que transborda o seu leito, arruinando e envenenando tudo à sua volta? Pois eu digo; continuem! Sigam em frente, pais e mães desavergonhados! Sigam para o Inferno, onde a justiça e a fúria de Deus os aguarda com todas as ações que vocês praticaram, permitindo aos seus filhos correrem tais riscos. Pois sigam em frente, porque eles não demorarão muito a se reunirem com vocês, já que vocês deixaram a estrada pavimentada para eles. Sigam em frente e contem o número de anos que seus filhos e filhas perderam! Apresentem-se diante do Supremo Juiz para prestarem contas de suas vidas e ali vocês verão que o seu pastor tinha toda a razão ao proibir essa espécie de prazer diabólico! Você me dirá: –Ah! Você está apresentando as coisas maiores do que elas são realmente! Pois bem, você acha que eu estou falando demais? Então ouça o que os Santos Padres da Igreja dizem a esse respeito! São Efraim diz-nos que a dança é a perdição de moças e mulheres, a cegueira dos homens, o lamento dos anjos e a alegria dos demônios. Meu Deus! Será que alguém possui olhos tão enfeitiçados a ponto de acreditar que não existe mal nenhum nisso, enquanto essa é a corda com a qual o demônio arrasta a maioria das almas para o Inferno? Então continuem, sigam em frente pobres pais, cegos e perdidos! Sigam desprezando o que o seu pastor está dizendo para vocês! Continuem no caminho que vocês estão seguindo! Ouçam tudo e não tirem proveito de nada! Deixem entrar por um ouvido e sair pelo outro!
Quer dizer que não existe mal algum nisso, não é? Digam-me então o que foi que vocês renunciaram no dia do seu Batismo? Ou sob que condições o Batismo lhes foi concedido? Será que não foi sob a condição de que ao fazerem seus votos diante do Céu e da Terra, na presença de Cristo sobre o Altar, vocês renunciariam a Satanás e todas as suas pompas e obras por todo o tempo de suas vidas? Em outras palavras, que vocês renunciariam a todos os prazeres e vaidades deste mundo? Não foi sob a condição de abandonarem tudo para seguirem ao Cristo Crucificado que vocês foram batizados? Sendo assim, não é verdade que vocês estão violando as promessas de seu Batismo e profanando este Sacramento da Misericórdia? Vocês não estariam também profanando o Sacramento da Confirmação, ao trocar a Cruz de Cristo que vocês receberam, por vaidades e roupas obscenas, envergonhando-se ao invés, da Cruz, a qual deveria ser para vocês, glória e felicidade? Santo Agostinho diz-nos que aqueles que freqüentam bailes, verdadeiramente renunciam a Jesus Cristo para poderem se entregar ao demônio. Como isso é horrível! Expulsar Jesus depois que vocês O receberam em seus corações! São Efraim nos diz: – Hoje vocês se unem a Jesus Cristo, para logo depois, amanhã, se reunirem a Satanás! Comporta-se exatamente como Judas Iscariotes, aquela pessoa que logo depois de receber Nosso Senhor Jesus Cristo, vai vendê-lo a Satanás nesses encontros, onde ela se reúne com tudo que existe de mais pecaminoso!
E quando se trata do Sacramento da Penitência? Oh! Quanta contradição em tais vidas! Um Cristão que depois de um único pecado, deveria passar o resto de sua vida no arrependimento, pensa apenas em se atirar nesses prazeres mundanos! Uma grande maioria profana o Sacramento da Extrema Unção que receberam num momento de dor, entregando-se depois a tudo quanto é movimento indecente com os pés, as mãos e o corpo inteiro que um dia foi santificado com os Santos Óleos.
Por outro lado, o Sacramento das Sagradas Ordens também é insultado pelo desacato e desprezo com os quais as instruções dos pastores são consideradas. Mas quando chegamos ao Sacramento do Matrimônio, que Deus nos ajude! Quantas infidelidades podemos contemplar nessas assembléias? Parece que tudo é admissível. Quão cego é aquele que ainda pensa que não existe mal algum nisso!
O Conselho Municipal de Aix-la-Chapelle, proíbe danças, mesmo nos casamentos. E São Carlos Borromeo, o Arcebispo de Milão, dizia que deveriam ser dados 3 anos de penitência àqueles cristãos que freqüentassem bailes e mais, que se voltassem atrás, deveriam ser ameaçados com a excomunhão. Então, se é verdade que não existe nenhum mal nisso, será que a Igreja e os Santos Padres é que estariam errados?
Mas quem é que diz que não existe mal algum nisso? Só pode ser um libertino, ou uma mulher leviana e mundana que está tentando aliviar seu remorso de consciência do modo mais conveniente possível.
Bem, você poderia me dizer que há sacerdotes que não falam muito sobre isso durante a Confissão ou que embora admitam ser pecado, nunca se recusam em dar logo a absolvição para tal delito. Ah! Eu não saberia dizer se tais sacerdotes são ou não tão cegos, mas eu posso assegurar-lhes que todos aqueles que estão procurando por sacerdotes tão condescendentes, estão buscando um passaporte que os leve diretamente para o Inferno. Da minha parte, se eu mesmo tivesse freqüentado bailes, sei que não deveria receber absolvição a não ser depois de ter uma firme resolução de não voltar mais a freqüentar tais salões.
Veja bem o que diz Santo Agostinho e depois você me dirá se as danças são ou não uma boa ação. Ele nos diz que "as danças são a ruína das almas, o inverso da decência, um espetáculo desavergonhoso e uma profissão pública do crime". São Efraim chama as danças de: "ruína da boa moral e alimento do vício". Já São João Crisóstomo: "Uma escola pública da falta de castidade". Para Tertuliano, a dança era considerada: "O Templo de Vênus, O Consistório da Falta de Vergonha e a Cidadela de toda a depravação". Santo Ambrósio disse uma vez:
– Eis aqui uma moça que dança! Mas não se esqueçam de que ela é filha de uma adúltera, porque uma mãe verdadeiramente cristã, ensinaria à sua filha; a modéstia, um sentido adequado de vergonha e absolutamente nada a respeito de danças!
E agora eu lhes pergunto; quantos jovens existem aqui, que desde que começaram a freqüentar esses bailes, não freqüentam mais os Sacramentos? Ou quando o fazem, fazem apenas para profaná-los? Quantas pobres almas existem que perderam sua religião e sua fé! E quantos mais, nunca conseguirão abrir os olhos para ver o estado infeliz em que se encontram, a não ser depois que já tiverem caído no Inferno!...

(Sermão tirado do livro - Sermões de São Cura D'Ars)

"Frases dos santos!"

O que temer? Nada. A quem temer? Ninguém. Por que? Porque aqueles que se unem a Deus obtém três grandes previlégios: onipotência sem poder; embriaguez, sem vinho e vida sem morte.

 Dia 4 de outubro dia de São Francisco de Assis

São Francisco, rogai por nós!

sábado, 1 de outubro de 2011

Orvalho Divino ou o Leite Virginal de Maria


Em homenagem a tão querida Santa, em seu dia 01 de outubro, onde a Igreja toda festeja e pede a Deus pelas missões e tantos missioneiros que pelo mundo andam a anunciar a boa nova de Deus, o blog festeja sua padroeira, Santa Terezinha do Menino Jesus e da Santa Face! E para tal homenagem, nada melhor que colocar um poema dela dedicado a mãezinha do céu! Homenagem simples! Assim como ela, que em nada queria ser vista pelos mortais [...] "aos olhos dos mortais deves esconder a rosa"!

Linda Santa Terezinha, rogai por nós!

Meu céu na terra!

Eis o poema!


Meu Doce Jesus, no seio de tua Mãe,
Tu me apareces, todo radiante de Amor.
O Amor, eis o inefável mistério
Que Te exila da Celeste Morada.

Ah, deixa que eu me esconda sob o véu
Que Te oculta a todo olhar mortal:
Bem junto a Ti, ó Estrela Matinal!
Vou prelibar um gostinho de céu.

No despertar de uma nova aurora,
Quando do sol vêem-se os primeiros raios,
A pequena flor que a desabrochar começa
Espera do alto céu precioso bálsamo
.
Este é o momento do salutar orvalho
Que, cheio de doçura em seu frescor,
Faz borbulhar a seiva em cada galho
E nos botões faz entreabrir-se a flor.

Tu és, meu bom Jesus, flor primorosa
Que assim contemplo apenas entreaberta;
Tu és, Jesus, a cativante rosa,
Rubro botão de graça que desperta!

Os braços puros de tua Mãe querida
São Teu berço, trono real!
Teu doce sol é o seio de Maria,
E o orvalho é o Leite Virginal!…

Meu Bem-Amado, Irmão querido,
Todo o futuro eu vejo em Teu olhar.
Pela ânsia de sofrer sempre impelido,
Cedo, por mim, Tua Mãe irás deixar.

Mas sobre a cruz, ó Flor Desabrochada,
Eu reconheço teu perfume matinal
Eu reconheço o orvalho de Maria
Teu sangue divino é o Leite Virginal.

Esse orvalho se oculta no santuário,
O Anjo do Céu o contempla jubiloso,
Oferecendo a Deus sua sublime oração,
Dizendo, com São João: “Ei-lo!”
Sim, ei-lo, o Verbo feito Hóstia,
Sacerdote eterno, Cordeiro Sacerdotal,
O Filho de Deus é o Filho de Maria,
O Pão do Anjo é o Leite Virginal.

O serafim se nutre da glória
E perfeito, no céu, é seu deleite,
Mas eu, pobre criança, no cibório
Vejo só a aparência e a cor do leite.
Mas é o leite que convém à infância
E de Jesus o amor é sem rival.
Ó terno Amor! Insondável Potência,
Minha Hóstia branca é o Leite Virginal!